O preço do alumínio registou uma forte subida, aproximando-se de máximos de quase quatro anos, na sequência de ataques aéreos iranianos contra dois grandes produtores no Médio Oriente, aumentando o risco de uma disrupção prolongada no fornecimento.
Na London Metal Exchange (LME), o alumínio de referência subiu 3,7%, atingindo cerca de 3.150 euros por tonelada, tendo chegado anteriormente aos 3.220 euros por tonelada durante a sessão.
O agravamento do conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irão, bem como o encerramento do Estreito de Ormuz, já está a condicionar o transporte de alumínio para mercados de exportação, nomeadamente para os Estados Unidos e a Europa.
A Aluminium Bahrain (Alba), que opera a maior fundição de alumínio num único local a nível mundial, indicou estar a avaliar os danos causados pelos ataques. Já a Emirates Global Aluminium reportou “danos significativos” nas suas instalações. A Alba tinha anunciado anteriormente o encerramento de linhas de produção que representam cerca de 19% da sua capacidade.
Os analistas da Britannia Global Markets alertam que os ataques estão a aumentar a pressão sobre um mercado já fragilizado, podendo levar a preços recorde. O impacto do conflito é ainda maior por limitações na produção noutras regiões, o que reduziu as reservas globais e deixou o mercado mais exposto a choques.
O preço do alumínio atingiu um máximo histórico em março de 2022, quando chegou a cerca de 3.750 euros por tonelada, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, um dos principais produtores mundiais.
Entretanto, as reservas de alumínio em armazéns aprovados pela LME caíram mais de 60% desde maio do ano passado, situando-se atualmente nas 418.675 toneladas.
Os receios de escassez também fizeram subir o prémio do metal disponível para entrega imediata face aos contratos a três meses, que ultrapassou os 55 euros por tonelada, o valor mais elevado desde 2007.
No conjunto dos metais industriais, os preços foram também influenciados por sinais de recuperação da procura na China, principal consumidor mundial. Analistas antecipam uma expansão da atividade industrial chinesa em março, após dois meses de contração, embora o impacto do conflito com o Irão continue a gerar incerteza.
Entre outros metais, o cobre manteve-se estável nos 11.250 euros por tonelada, o zinco subiu 2,3% para cerca de 2.940 euros, o chumbo avançou 0,7% para 1.760 euros, o estanho valorizou 1,6% para 42.900 euros e o níquel registou uma subida de 0,5%, atingindo aproximadamente 15.900 euros por tonelada.