A Superbrands Portugal revelou os resultados do Estudo ao Consumidor 2026, que identifica as marcas mais relevantes para os consumidores portugueses. O ranking é liderado pelo Continente, Delta Cafés e Samsung.

Os dados foram apresentados esta terça-feira, 12 de maio, num evento realizado no Instituto Politécnico de Lisboa. Entre as 20 marcas mais referenciadas pelos consumidores portugueses destacam-se nove marcas nacionais: Continente, Delta Cafés, Pingo Doce, Galp, EDP, Mimosa, NOS, MEO e Worten. O TOP 20 é ainda composto por marcas internacionais como Apple, Nike, Adidas, Lidl, Nestlé, Zara, Mercedes, Coca-Cola, BMW e Vodafone.

Pedro Diogo Vaz, Country Manager da Superbrands Portugal, diz que o facto de duas marcas nacionais voltarem a liderar o ranking demonstra “a importância crescente destas marcas na vida dos consumidores portugueses”. O responsável destaca ainda a subida da Delta Cafés ao segundo lugar e da Samsung da 11.ª para a terceira posição, bem como a entrada da BMW no 15.º lugar.

O estudo conclui que cinco setores concentram 77% das marcas presentes no TOP 20: Retalho, Alimentação, Tecnologia, Desporto e Telecomunicações. Entre 2023 e 2026, o setor tecnológico foi o que mais cresceu, aumentando quatro pontos percentuais, enquanto o setor automóvel registou uma subida de cerca de cinco pontos.

Realizado pela consultora independente AMINT, o estudo analisou cinco dimensões fundamentais na relação dos consumidores com as marcas: notoriedade, singularidade, confiança, identificação e satisfação das necessidades. O Continente lidera todas estas dimensões, seguido da Delta Cafés, que se destacou como a marca com maior crescimento entre 2025 e 2026.

A análise por gerações mostra ainda que o Continente ocupa a primeira posição entre Baby Boomers, Geração X, Millennials e Geração Z. Já a Delta Cafés surge no TOP 3 em três destas gerações.

O Estudo ao Consumidor decorreu entre 15 de janeiro e 4 de março de 2026, através de 1.100 entrevistas online realizadas junto de uma amostra representativa da população portuguesa com idade igual ou superior a 16 anos. A margem de erro associada ao estudo é de 3,2%.