A Yangi colocou em funcionamento a primeira plataforma Cellera nas instalações de um transformador europeu, assinalando a entrada da sua tecnologia de conformação a seco num ambiente comercial de fabrico de embalagens.
“Ter a primeira plataforma Cellera em série a operar nas instalações de um cliente é um marco importante para a Yangi e para a indústria”, afirmou Johann Kaiser, CEO da Yangi. “Reflete anos de desenvolvimento da tecnologia de conformação a seco e valida aspetos fundamentais do desempenho, estabilidade e preparação da nossa tecnologia para a produção de embalagens de elevado volume.”
A plataforma Cellera utiliza o sistema FiberIQ®, patenteado pela Yangi, que permite controlar a distribuição das fibras durante o processo de formação. De acordo com a empresa, este controlo contribui para uma utilização mais eficiente do material, maior consistência na qualidade e desempenho estrutural das embalagens.
Ao eliminar a moldação com recurso a água, o processo de conformação a seco pode reduzir o consumo de recursos e as emissões de CO₂ entre 70% e 80%, face a alternativas convencionais em plástico, segundo dados divulgados pela Yangi. Os produtos resultantes são à base de fibra e compatíveis com os fluxos de reciclagem de papel já existentes.
A industrialização da Cellera foi desenvolvida em colaboração com a GDM, empresa do grupo Coesia, e com a AP&T. A Yangi refere que estas parcerias permitiram integrar competências de engenharia e execução industrial na plataforma, com o objetivo de assegurar uma produção fiável e repetível.
“Os transformadores e as marcas procuram soluções que combinem elevado desempenho operacional com uma maior eficiência na utilização de recursos”, declarou Hanna Rüdel, Chief Commercial Officer da Yangi. “O desempenho alcançado nas instalações do cliente demonstra que a conformação a seco pode ser aplicada à produção industrial de embalagens alimentares de elevado volume, num ambiente real de fabrico.”
A Yangi quer posicionar a Cellera como um sistema industrial para a produção de embalagens de fibra destinadas a aplicações alimentares, com foco na produção em escala, na redução de recursos utilizados e em percursos de fim de vida compatíveis com a economia circular.