A Emirates Global Aluminium (EGA) deverá redirecionar, nos próximos dias, as suas exportações e importações de alumínio através do porto de Sohar, em Omã, como resposta ao impacto do conflito no Médio Oriente, que está a afetar o tráfego no Estreito de Ormuz.
A decisão surge numa altura em que a guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irão entra na terceira semana, levando empresas da região a procurar rotas alternativas para manter as cadeias logísticas.
O porto de Sohar tem sido apontado como uma alternativa estratégica, mantendo-se operacional apesar de incidentes recentes com drones na região, que não causaram danos nas infraestruturas.
Além da EGA, outras empresas estão também a ajustar operações, desviando cargas destinadas aos países do Golfo para portos fora do Estreito de Ormuz, como Sohar e Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, e recorrendo depois ao transporte terrestre.
No caso da EGA, o plano passa por importar alumina através de Sohar e transportá-la por camião até às unidades de produção em Dubai ou Abu Dhabi. O alumínio produzido deverá seguir o percurso inverso, sendo encaminhado por via terrestre até ao porto para exportação.Contudo, a empresa não confirmou oficialmente estes planos.
O conflito está a ter impacto direto nos mercados internacionais. O preço do alumínio atingiu recentemente um máximo de quatro anos, nos 3.546,50 dólares por tonelada, acumulando uma subida de cerca de 12% desde o início da crise.
A região do Golfo representa cerca de 9% da produção mundial de alumínio, com uma capacidade próxima dos 7 milhões de toneladas anuais, sendo que cerca de 80% é exportado, sobretudo para os Estados Unidos e Europa, abastecendo setores como o das embalagens, o automóvel e o da construção.
A Aluminium Bahrain (Alba) estará também a considerar o uso do porto de Sohar e de Jeddah, na Arábia Saudita, como alternativas para exportação, segundo as mesmas fontes.