A UPM Specialty Materials, a Siegwerk e a Uteco desenvolveram conjuntamente uma solução de embalagem secundária à base de papel, que pode atingir uma incorporação de até 90% do material.
O desenvolvimento resulta da combinação de três tecnologias: o papel base com propriedades de barreira da UPM, o revestimento CIRKIT BAR SEAL da Siegwerk e o equipamento de impressão flexográfica de alta-definição da Uteco, responsável pela aplicação do revestimento.
A solução foi concebida para aplicações de embalagem secundária, mantendo-se a embalagem primária responsável pela proteção e integridade do produto. A abordagem permite testar alternativas com maior incorporação de papel em aplicações que exigem resistência à humidade e às gorduras, bem como capacidade de selagem térmica.
“À medida que a legislação sobre embalagens, como o Regulamento Europeu de Embalagens e Resíduos de Embalagens (PPWR), evolui a nível global, as marcas precisam de formas práticas de reduzir o plástico sem comprometer o desempenho. Em conjunto com a Uteco e a Siegwerk, demonstrámos que é possível aumentar o teor de papel até 90% neste tipo de embalagens, mantendo o desempenho exigido em aplicações mais complexas”.
Marco Tramontano, diretor comercial da UPM Specialty Materials.
O revestimento CIRKIT BAR SEAL permite conferir ao papel propriedades de resistência à humidade e às gorduras, além de possibilitar a selagem por calor. A estrutura desenvolvida é reciclável através dos circuitos convencionais de reciclagem de papel, tendo sido avaliada segundo o método CEPI/4evergreen v2.
A componente tecnológica da Uteco permite integrar a aplicação do revestimento, a impressão e a selagem térmica numa única passagem de produção.
“Os revestimentos desempenham um papel fundamental no desenvolvimento da próxima geração de embalagens de papel. Ao aplicar a nossa tecnologia CIRKIT BAR SEAL no papel com propriedades de barreira da UPM, utilizando o processo flexográfico da Uteco, criámos uma solução reciclável à base de papel que oferece o desempenho funcional esperado pelos transformadores e pelas marcas”,
Gilles Le Moigne, responsável pela área de revestimentos para a economia circular da Siegwerk.
Os ensaios conjuntos realizados pelas empresas demonstraram, de acordo com os responsáveis pelo projeto, a viabilidade da solução em condições de produção industrial. A integração destas operações poderá permitir reduzir etapas de processamento e, consequentemente, o consumo energético e os custos de produção.