A Sun Chemical aumentou o seu portefólio de tintas alternativas à nitrocelulose destinadas a embalagens flexíveis.

A nitrocelulose tem sido historicamente utilizada em tintas e revestimentos à base de solventes para impressão flexográfica e rotogravura. No entanto, a sua utilização levanta limitações no contexto atual da economia circular, uma vez que pode gerar odores, descoloração e contaminação durante processos de reciclagem a altas temperaturas, afetando a qualidade do material reciclado e a sua reutilização.

Segundo a empresa, as soluções agora reforçadas foram concebidas para responder a estas limitações, mantendo compatibilidade com os fluxos de reciclagem existentes e alinhamento com as orientações de design para reciclagem definidas pela RecyClass e pela CEFLEX.

O portefólio inclui tintas, vernizes, primários e adesivos desenvolvidos para funcionar de forma integrada, disponíveis para impressão de superfície e de laminação. Entre as soluções encontram-se gamas destinadas a aplicações em embalagens de polietileno (PE), polipropileno (PP) e estruturas multilaminadas, comuns em setores como alimentação refrigerada e congelada, produtos lácteos, confeitaria, detergentes, panificação e horticultura.

A empresa destaca que a substituição da nitrocelulose pode contribuir para uma maior previsibilidade no abastecimento de matérias-primas e para a redução de riscos associados à volatilidade do mercado. Do ponto de vista ambiental, as tintas sem nitrocelulose facilitam a reciclagem das embalagens no fim de vida e a obtenção de reciclado com maior qualidade, um fator relevante para o cumprimento de metas legais e fiscais associadas ao uso de plástico reciclado.

Mehran Yazdani, presidente da área de Packaging and Advanced Materials da Sun Chemical, afirmou que “as soluções alternativas à nitrocelulose foram desenvolvidas para apoiar a transição do setor para modelos mais sustentáveis, conciliando desempenho técnico, requisitos regulamentares e segurança do consumidor”.

A Sun Chemical indica que estas soluções já estão a ser utilizadas em diferentes mercados, apoiadas por uma rede de produção e fornecimento com presença na Europa, Médio Oriente, África, Américas e Ásia, acompanhando a adaptação progressiva do setor das embalagens flexíveis a novos enquadramentos ambientais e industriais.