As latas de alumínio continuam a ser uma das soluções mais fiáveis para embalagens de bebidas sustentáveis, apoiadas por sistemas de reciclagem bem estabelecidos nos mercados desenvolvidos.

Atualmente, a convergência de tecnologias está a desbloquear novos níveis de conformidade e rastreabilidade, reforçando o papel do alumínio como um elemento essencial da circularidade. Como explica Russell Wiseman, Head of Global Beverage Solutions, da Domino Printing Sciences, a solução de sustentabilidade mais poderosa para as embalagens de bebidas já está na sua mão.

Alumínio é campeão circular

Com o esforço das marcas de bebidas em cumprir os objetivos da economia circular e reduzir as emissões de carbono, a capacidade de reciclagem e a eficiência fazem do alumínio uma escolha óbvia. Ao contrário do PET ou vidro, o alumínio é um verdadeiro material de ciclo fechado que pode ser reciclado infinitamente sem perder qualidade. As taxas globais de reciclagem de alumínio situam-se em cerca de 75%, superando as garrafas PET (47%) e o vidro (42%), o que poupa cerca de 5,4 milhões de toneladas de CO₂ por ano.

A regulamentação está a acelerar o progresso da reciclagem. Ao abrigo do Regulamento da UE relativo a embalagens e resíduos de embalagens (PPWR), as embalagens de alumínio devem atingir 50% de reciclagem até 2025 e 60% até 2030. Além disso, os requisitos rigorosos de design para a reciclabilidade da regulamentação estão a inspirar novas ideias no design de produtos e embalagens. Para as marcas de bebidas, o alumínio não é apenas uma escolha de embalagem, é uma estratégia de conformidade e um ativo de reputação.

Velocidade e precisão

Mas a sustentabilidade não se esgota nas latas. Todas as fases da produção são importantes, incluindo a codificação que sustenta a conformidade e a rastreabilidade à escala. As linhas de produção de bebidas modernas excedem frequentemente 120 000 latas por hora. A este ritmo, a codificação é um fator crítico. Os erros ou falhas geram rapidamente custos elevados, resultando em recolhas dispendiosas, desperdício de produto e exposição a brechas regulamentares. Todas as latas têm de conter informações de rastreabilidade precisas para cumprir os requisitos regulamentares e dos revendedores.

A indústria exige uma tecnologia de codificação que apoie as necessidades de operações rápidas e orientadas para a sustentabilidade. No entanto, os sistemas convencionais de jato de tinta podem ter dificuldades a estas velocidades. A consequente utilização excessiva de tintas introduz resíduos químicos, comprometendo os objetivos de sustentabilidade. Além disso, o impacto inevitável na produção não só atrasa as operações, como também acrescenta custos.

Codificação para a sustentabilidade

As inovações recentes permitem que os fabricantes de bebidas reconsiderem a sua abordagem à sustentabilidade e conformidade. As novas tecnologias de alta velocidade e baixo desperdício, como a codificação a laser fibra, que produz códigos permanentes e de alta resolução sem tintas ou solventes, permitem que os fabricantes mantenham a sustentabilidade sem comprometer o rendimento do desempenho.

As soluções inovadoras, como o Beverage Empty Can Coding System (BECCS) da Domino, transferem a codificação para montante, para a fase de lata vazia, contribuindo significativamente para a redução de resíduos e eficiência operacional. Ao codificar antes do enchimento, os fabricantes podem detetar erros atempadamente, evitando recolhas dispendiosas e a perda de produtos.

Eficaz operacionalmente

O BECCS foi concebido especificamente para linhas de alto rendimento em que a precisão, a velocidade e o baixo desperdício não são negociáveis. Para além do desempenho, o BECCS permite que as marcas mantenham a rastreabilidade da produção e cumpram os requisitos de etiquetagem da UE, sem sacrificar a eficiência.

A tecnologia a laser fibra também acompanha o desempenho atual da produção a alta velocidade, atingindo velocidades de linha de 120 000 latas por hora. Além disso, os sistemas integrados de visualização e rejeição permitem a deteção de erros em tempo real, evitando que os códigos defeituosos cheguem ao mercado, reduzindo o desperdício e o tempo de paragem. Com um tempo médio entre falhas (MTBF) até 100 000 horas, estes sistemas inovadores também oferecem uma fiabilidade excecional.

Wiseman comenta: "A circularidade começa muito antes de uma lata chegar à prateleira. O alumínio oferece uma base infinitamente reciclável, mas o verdadeiro progresso vem de repensar cada passo da produção, incluindo a codificação. Mover a rastreabilidade para montante e eliminar consumíveis não é apenas eficiência operacional, é o segredo para a sustentabilidade prática em grande escala."

Fechar o ciclo

As latas de alumínio e a codificação a laser fibra criam uma poderosa parceria de sustentabilidade. Em conjunto, permitem que as marcas de bebidas cumpram os objetivos da economia circular, reduzam as emissões de carbono e mantenham a agilidade da produção. Conforme a indústria avança para 80% de recuperação global de alumínio até 2030 e quase 100% até 2050, tecnologias como o BECCS desempenharão um papel fundamental no fecho do ciclo, garantindo que cada lata é codificada com precisão, eficiência e com o mínimo impacto ambiental.